Investigação aponta que organização tratava Mato Grosso como área estratégica; suspeito morreu após confronto com policiais durante cumprimento de mandados no Paraná
A Operação Coluna Sul, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Santa Catarina, tem como um dos principais focos a atuação de uma facção criminosa em Mato Grosso e outros quatro estados. A investigação aponta que a organização utilizava a região formada por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul como território estratégico para sua expansão e controle operacional.
O nome da operação faz referência justamente à denominação usada pelos próprios integrantes da facção para identificar esse corredor de atuação criminosa, considerado fundamental para o fortalecimento do grupo nas regiões Sul e Centro-Oeste do país.
Além das equipes de Santa Catarina, o cumprimento das ordens judiciais contou com apoio dos GAECOs e das forças de segurança do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso.
Durante uma das ações no Paraná, agentes do Gaeco foram recebidos a tiros por suspeitos ao chegarem ao local de cumprimento dos mandados. Houve confronto armado, com apoio do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone). Um dos investigados, apontado como integrante da facção, morreu após trocar tiros com os policiais. Segundo as autoridades, ele utilizava uma pistola equipada com seletor de rajada.
De acordo com os investigadores, a reação armada mobilizou diversas equipes e evidenciou o alto grau de periculosidade dos alvos da operação.
Todo o material apreendido durante as diligências será encaminhado à Polícia Científica de Santa Catarina para realização de perícias. Após a conclusão dos laudos, as provas serão analisadas pelo Gaeco para dar continuidade às investigações conduzidas pela 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital.
A investigação tramita sob sigilo e, segundo o Ministério Público de Santa Catarina, novas informações serão divulgadas quando o processo deixar de ter restrição judicial.
A operação é conduzida pelo Gaeco, força-tarefa coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina e integrada por policiais militares, policiais civis, policiais penais, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com atuação voltada ao combate às organizações criminosas.



