Após impactar milhares de estudantes em Mato Grosso, em uma verdadeira aula viva, com música, performance, narrativas ancestrais e referências à cultura africana, o espetáculo promove uma experiência sensível e educativa, reafirmando o papel da arte como instrumento de transformação social. O espetáculo Sankofa – Resgate da Ancestralidade chega à sua quinta temporada consolidado como uma das principais ações de arte-educação voltadas ao letramento racial no Estado. Entre os dias 22 e 25 de junho, o projeto realiza seis apresentações gratuitas, entre Chapada dos Guimarães e Cuiabá, com expectativa de alcançar 1.800 pessoas, entre estudantes, professores e comunidade escolar.
Com esta nova circulação, o projeto deve atingir quase 12 mil pessoas desde sua criação, em 2024, fortalecendo o debate sobre identidade, ancestralidade e combate ao racismo por meio do teatro.
Com classificação livre, a montagem tem direção de Ariana Carla e produção de Jeferson Bertoloti, com realização da Bemtivi Academia de Arte. A equipe reúne ainda o figurinista Jean Guaré, o fotógrafo Fábio Motta, a diretora de arte digital Fernanda Fernandes, o iluminador Loro da Hiald e a assessoria de imprensa da Livre Comunicação Coletiva.
Realizado pela Associação de Desenvolvimento da Cultura, Esporte e Lazer (ADECEL-MT), o projeto conta com patrocínio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), via emenda parlamentar do deputado estadual Lúdio Cabral, além do apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, da Audifor Contabilidade e da Bemtivi Academia de Arte.
PROGRAMAÇÃO
Nesta etapa, as apresentações começaram nos dias 22 e 23 de junho, na Escola Estadual Coronel Rafael de Siqueira, em Chapada dos Guimarães (a 64km de Cuiabá).
Hoje 24 de junho, o espetáculo será apresentado pela manhã na Faculdade de Comunicação e Artes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e, à tarde, na Escola Estadual de Tempo Integral Francisco Alexandre Ferreira Mendes, em Cuiabá. A circulação encerra no dia 25 de junho, com apresentações na Escola Estadual Doutor Mário de Castro, no bairro Pedra 90, também na capital.
O ESPETÁCULO
Interpretado pelo ator, diretor e dramaturgo André D’Lucca, o monólogo Sankofa promove uma reflexão sobre a história afro-brasileira e a valorização da cultura negra. Inspirado no símbolo africano que significa “volte e pegue aquilo que ficou para trás”, o espetáculo convida o público a revisitar o passado para compreender o presente.
D’Lucca dá vida ao rei africano Fatumbi, conduzindo estudantes por uma jornada de ancestralidade, pertencimento e resistência, ao apresentar a trajetória de importantes personalidades negras que marcaram a história do Brasil e do mundo.
“O espetáculo é fundamental para as pessoas negras despertarem para sua ancestralidade e para as pessoas brancas compreenderem seu papel no combate ao racismo. Nunca é tarde para voltar ao passado e buscar aquilo que realmente importa. É isso que Sankofa propõe”, destaca André D’Lucca.
LETRAMENTO VIRALIZOU
André D’Lucca tornou-se uma das principais vozes do letramento racial nas redes sociais brasileiras. Com mais de um milhão de seguidores, o artista conquistou enorme repercussão ao produzir conteúdos educativos e accessíveis sobre história, ancestralidade, racismo estrutural e identidade negra, ampliando o debate para além do ambiente escolar.
O trabalho nas redes sociais no Instagram @atorandrdlucca dialoga diretamente com a proposta do espetáculo, levando conhecimento histórico e reflexão para públicos de diferentes idades.
Para o artista, o letramento racial é um processo contínuo de educação e conscientização, capaz de desconstruir preconceitos naturalizados e promover relações mais igualitárias entre pessoas negras e brancas.
CIRCULAÇÃO EM MT
Desde 2024, o projeto Sankofa vem percorrendo diversas regiões do Estado. O espetáculo já passou por Cuiabá, Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, também pelos municípios de Várzea Grande, Cáceres, Alta Floresta, Santa Carmem, Vera, Sorriso, Rondonópolis, Nobres e Chapada dos Guimarães, sempre com apresentações gratuitas voltadas à comunidade escolar, promovendo o diálogo sobre diversidade, pertencimento e respeito.
Inspirado nos legados do Teatro Experimental do Negro (TEN) e na filosofia africana de Sankofa, o espetáculo tem texto e interpretação de André D’Lucca, que conduz o público por uma experiência teatral marcada por cores, ritmos, emoção e reflexão sobre identidade, ancestralidade e pertencimento.




