Servidores denunciam risco de colapso após exoneração de 56 profissionais e cobram convocação de concursados
Como resposta, os deputados aprovaram a convocação do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, que deverá prestar esclarecimentos no próximo dia 31, às 10h, durante reunião no Parlamento estadual. A data coincide com o período em que ele deve deixar o cargo para disputar uma vaga de deputado estadual.
Representados pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (SISMA), Carlos Mesquita, os trabalhadores alertaram para impactos imediatos no funcionamento do serviço. Segundo ele, foram desligados 10 condutores, 22 enfermeiros e 24 técnicos de enfermagem, profissionais que atuam diretamente nas ocorrências.
“Isso pode levar ao fechamento de bases e comprometer o atendimento. A população corre risco”, afirmou. Mesquita também criticou a falta de convocação de aprovados em concurso público vigente.
Da tribuna, o deputado Lúdio Cabral (PT) apontou enfraquecimento do serviço e criticou a possibilidade de transferência de atribuições ao Corpo de Bombeiros. “São funções complementares. O Samu tem papel essencial no atendimento de urgência e emergência”, disse.
O deputado Paulo Araújo (PP) afirmou que o tema seguirá em discussão na Comissão de Saúde, enquanto Sebastião Rezende (União) cobrou planejamento da Secretaria de Saúde. “Não podemos abrir mão dessas bases, que salvam vidas diariamente”, destacou.
Já o deputado Dr. João (MDB) classificou a situação como grave e defendeu diálogo urgente com o governo estadual.
Atualmente, o Samu conta com mais de 180 profissionais em Mato Grosso. A redução das equipes pode afetar diretamente cidades como Cuiabá e Várzea Grande, que concentram grande volume de atendimentos, principalmente em fins de semana e feriados.
Fonte OLhar Direto



