Um relatório da Polícia Federal do Brasil aponta que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, recebeu ao menos R$ 24 milhões do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, segundo informações reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo.
De acordo com as investigações, Mourão seria uma espécie de “espião” e executor de ordens do banqueiro, atuando em ações de monitoramento, coleta de informações e intimidação contra pessoas consideradas adversárias.
Entre os episódios citados no relatório está a suposta ordem para simular um assalto com o objetivo de “quebrar os dentes” do jornalista Lauro Jardim, após publicações críticas ao investigado.
Estrutura chamada “A Turma”
Segundo a Polícia Federal, Mourão teria papel central na coordenação operacional de um grupo identificado nas investigações como “A Turma”.
O grupo seria responsável por monitorar autoridades, ex-funcionários e jornalistas, além de reunir informações estratégicas e realizar ações de pressão e intimidação.
A investigação também aponta que Mourão seria um dos integrantes de uma suposta “milícia pessoal” ligada ao banqueiro.
Pagamentos milionários
Os R$ 24 milhões teriam sido identificados a partir de planilhas de controle financeiro analisadas pela Polícia Federal. Segundo os investigadores, os registros indicam pagamentos mensais próximos de R$ 1 milhão destinados ao suspeito.
Além das atividades de monitoramento, Mourão também é apontado como responsável por invadir sistemas de investigação e atuar contra publicações negativas ao banco em redes sociais.
Prisão e morte
Luiz Phillipi Mourão foi preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, a mesma que resultou na prisão de Vorcaro.
Ele foi encaminhado para uma cela na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. Segundo a PF, durante o período de custódia, “atentou contra a própria vida”.
Após ser constatada morte cerebral, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, onde chegou no dia 7 de março.
Histórico criminal
Segundo as investigações, Mourão possuía extensa ficha criminal, com registros de furto qualificado, ameaças, crimes de trânsito, além de investigações por estelionato e associação criminosa.
As apurações da Polícia Federal seguem em andamento para esclarecer o alcance das atividades do grupo e a eventual participação de outros envolvidos no esquema investigado.



