UNIVAG

Sucessão familiar e tecnologia ditam o novo ritmo da pecuária lucrativa

Boi Que Deixa Dinheiro: Sucessão familiar e tecnologia ditam o novo ritmo da pecuária lucrativa

A 4ª edição do evento reuniu pecuaristas de diversos estados do país,  incentivando o investimento no potencial de liderança das gerações futuras

A 4ª edição do “Boi Que Deixa Dinheiro” levou os participantes a uma quebra de paradigmas dentro do cenário atual da pecuária brasileira. O evento, que ocorreu no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, contou com a presença de produtores de diversos estados do país – como do Acre, Bahia, Paraná e Pará -, engajando o setor nas novas tendências de mercado, voltado cada vez mais para a sucessão familiar.

Baseado nos pilares da Silveira Consultoria – Pessoas, Gestão e Produção -, a programação desta edição do Boi Que Deixa Dinheiro buscou incentivar o investimento no potencial de liderança das gerações futuras, entendendo que isso possibilita que a tecnologia e experiência encontrem espaço em campo. Guilherme Silveira, sócio proprietário e filho do fundador, o professor Nenê Silveira, conta que o evento é o incentivo que muitos produtores precisam para se modernizarem e, enfim, praticar uma pecuária lucrativa.

“A sensação é de missão cumprida. Foram dois dias de muita disrupção, quebra de paradigmas. Acredito que conseguimos mexer com a cabeça de quem esteve aqui, fazendo com que cada um volte para a sua casa, sua fazenda e use o que viu aqui para ajudar a melhorar, para que realmente fique dinheiro na propriedade”, destacou.

Durante os dois dias de evento, o clima era de cumplicidade e parceria. Entre experientes e novatos, os pecuaristas compartilhavam ideias nos intervalos, conhecendo projetos voltados ao enriquecimento de pasto, consultoria financeira, nutrição e bem-estar animal pelos stands dos parceiros.

O tema desta edição foi “Legado e Futuro: Quem lidera o agora, constrói o amanhã”, direcionado para discussões relacionadas à liderança e sucessão familiar. A programação contou com nomes importantes e nacionais, como Elaine Asato, Antonio Medeiros, Antonio Chaker, Francisco Matturro, Guilherme Jank, Mauricio Tonhá, Rodrigo Iafelice, Paulo Prohmann e Gustavo Cerbasi, escritor best-seller e consultor financeiro. Há 15 anos na Silveira, o também sócio Maurício Piona é contagiado pelos ensinamentos do professor e seus ideais para a sucessão familiar. Para ele, o grande passo para a criação de um legado é a comunicação entre as gerações, entendendo suas diferenças, mas agregando as novidades dos mais jovens.

“Existem maneiras diferentes de comunicar entre as gerações. Esses dias, eu estava fazendo uma conta no celular, enquanto outro mais velho fazia a mesma conta ao meu lado, mas na calculadora. Por fim, chegou um terceiro, mais jovem, que tirou uma foto da equação, colocou na inteligência artificial e já teve ali o resultado. Todos fizeram a mesma coisa, mas por meios diferentes. Nós temos que nos calibrar para acolher essa próxima geração que está vindo, entendendo que a força bruta de trabalho ainda tem muita coisa. Temos que nos comunicar, trocar ideias, para tirar o melhor das pessoas, sem preterir nenhum lado”, explicou.

Tecnologia da porteira para dentro 

A mudança de geração na direção das empresas no ramo de agropecuária abriu mais espaço para a adesão de novas tecnologias no campo. Durante a palestra de abertura do Boi Que Deixa Dinheiro 2026, o head do LIDE Agronegócio, Francisco Matturro, destacou o papel de vanguarda da geração nos sistemas integrados.

“Essa geração mais nova está mais apta a absorver tecnologia e com mais visão de longo prazo, o que é mais difícil para as pessoas com mais idade. Eles são capazes de quebrar paradigmas, copiar aquilo que deu certo do seu pai, do seu avô e melhorar. E indo para os sistemas integrados de produção, ele vai garantir renda o ano todo”, enfatizou.

Facebook
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Veja também

Foto de roseli

roseli

Comentários