Diferente da força das águas, as térmicas dependem da queima de combustíveis, o que torna a produção de energia muito mais cara. Esse custo é repassado diretamente ao consumidor final através do sistema de bandeiras tarifárias
O consumidor brasileiro terá um desafio extra para equilibrar as contas em 2026: a energia elétrica. Projeções de consultorias e instituições financeiras indicam que as tarifas devem disparar, com reajustes que podem variar entre 5,1% e 7,95% ao longo do ano. O aumento preocupa por ser quase o dobro da inflação oficial (IPCA) prevista para o período, estimada em 3,95%.
O “Vilão” da seca e as termelétricas
O principal fator imediato para essa pressão é o cenário climático. Com os reservatórios das hidrelétricas operando abaixo da média histórica devido ao clima seco, o governo foi forçado a acionar as usinas termelétricas.
Diferente da força das águas, as térmicas dependem da queima de combustíveis, o que torna a produção de energia muito mais cara. Esse custo é repassado diretamente ao consumidor final através do sistema de bandeiras tarifárias, com alto risco de permanência nas cores amarela ou vermelha nos próximos meses.
A pesada conta dos subsídios
Além do clima, um componente “invisível” na conta de luz está batendo recordes: os subsídios. Em 2026, a previsão é que os encargos setoriais atinjam R$ 47,8 bilhões, um salto de quase 18% em relação ao ano passado.
Esses valores financiam desde programas sociais até incentivos para fontes específicas de energia, e são pagos por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que aparece discriminada na sua fatura.
O que esperar por região?
Embora a média nacional seja alta, o impacto será sentido de forma desigual:
Estados em Alerta: Em algumas regiões, o reajuste pode ultrapassar os 10%, especialmente onde as distribuidoras enfrentam maiores custos de transmissão e perdas.
Fator Clima: A transição para o fenômeno El Niño pode agravar a seca no Norte e Nordeste, pressionando ainda mais os custos de geração nessas áreas.
Dicas para mitigar o impacto
Com a energia mais cara, a recomendação de especialistas é reforçar os hábitos de consumo consciente:
Atenção aos Horários: Evite o uso de aparelhos de alta potência (chuveiro elétrico e ferro) simultaneamente.
Manutenção: Verifique borrachas de geladeiras e filtros de ar-condicionado; aparelhos mal conservados consomem até 20% mais.
Iluminação: Aproveite ao máximo a luz natural, já que os dias de sol intenso em 2026 favorecem a economia de lâmpadas durante o dia.



