Em sua primeira entrevista após tomar posse na sexta-feira (13), a desembargadora Gabriela Carina Knaul de Albuquerque e Silva agradeceu aos membros do Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) pela escolha de seu nome entre 15 candidatas e defendeu a ampliação de políticas afirmativas para garantir igualdade de gênero na Corte, onde mulheres ainda são minoria no segundo grau.
“Falar em equidade de gênero é reconhecer que somos iguais, somos competentes e pessoas que estudam precisam de oportunidades iguais”, afirmou. Para ela, políticas afirmativas são instrumentos necessários para corrigir desigualdades históricas. A magistrada recebeu 31 votos, superando Eulice Jaqueline da Costa Silva, com 23, e Cristiane Marques da Costa Neves, com 20, na lista tríplice formada pelo critério de merecimento, destinado exclusivamente a mulheres.
Gabriela destacou ainda a responsabilidade do novo cargo, que envolve a revisão de decisões de primeiro grau e análise de processos com maior complexidade, inclusive casos com foro privilegiado. “A análise dos fatos processuais tem uma responsabilidade ampliada”, disse, ressaltando a necessidade de maturidade e preparo técnico.



