O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), direcionou críticas à Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da capital, acusando a entidade de estar mais concentrada em “manifestações políticas” do que em colaborar para reinventar a região central da cidade.
Abílio reconheceu que o modelo de comércio tradicional está em declínio, citando o que acontece em São Paulo, onde grandes centros de compra como a 25 de Março e o Brás estariam “morrendo”, com os chineses se retirando da região.
”A probabilidade da pessoa pegar o calorzão de Cuiabá e ir ao centro é muito baixa, algumas pessoas fazem pelo costume”, comparou o prefeito.
Críticas à CDL e Falta de Colaboração
O prefeito evitou criar polêmica, mas disse que a CDL está “política” e que ele não tem interesse em manter contato, acreditando que a entidade foca mais em manifestações políticas nas redes sociais do que na colaboração.
Segundo Abílio, a entidade quer colocar toda a responsabilidade “nas costas da administração pública”.
”A CDL está política e nem tenho mais contato com a CDL, não tenho interesse em falar com ela por um tempo. Acredito que eles fazem mais manifestações políticas nas redes sociais, dando entrevistas para poder ter seu posicionamento político do que de fato querer colaborar”, criticou.
O gestor lembrou, ainda, que uma tentativa de revitalizar o centro aos sábados, através de uma feira na Rua 13 de Junho, foi alvo de críticas dos comerciantes porque “não queriam que tivessem ambulantes”.
Propostas de Reinvenção do Centro
Para Abílio, o centro precisa reavaliar sua função. Ele citou um exemplo de sucesso local: “Tem uma rua que é a do salão de beleza que sempre os salões estão lotados, chega a faltar vaga no calçadão. Aquele espaço está lotado porque tem ar-condicionado, pessoas atendendo, tem bebidas, se reinventam e se adaptam”, comentou.
Por fim, o prefeito sugeriu medidas para atrair o público e gerar movimento:
Atrair gastronomia.
Permitir que ambulantes circulem na região.
Criar áreas de convivência.
”O povo gosta de ir onde tem gente, povo gosta de povo. O povo vê que não tem movimento, só tem calor, dificuldade a galera não vai. Essa mudança de mentalidade, eles [CDL, comerciantes] vão ter que ter”, aconselhou.
Fonte FolhaMax


