A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal deflagraram, nesta semana uma megaoperação contra o contrabando de cigarros eletrônicos em Mato Grosso e São Paulo. A ação resultou na prisão de cinco pessoas e no cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios.
As equipes concentraram parte das diligências no Shopping Popular de Cuiabá, que foi fechado temporariamente durante a operação, após agentes identificarem estabelecimentos usados como pontos de venda e armazenamento de produtos contrabandeados.
De acordo com as investigações, o grupo atuava em diversas frentes do esquema criminoso, envolvendo importação irregular, transporte, distribuição e comercialização de cigarros eletrônicos, cuja venda é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009.
Além de Cuiabá, as ações se estenderam a Mirassol D’Oeste, Tangará da Serra, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis, Várzea Grande e também a cidades do estado de São Paulo, onde foram localizados núcleos logísticos e financeiros da organização.
Os agentes apreenderam equipamentos eletrônicos, documentos, produtos contrabandeados e materiais usados para movimentação financeira. As investigações também revelaram que parte dos pagamentos era feita com criptomoedas, utilizadas para ocultar patrimônio e repassar valores a uma facção criminosa, que teria autorizado o grupo a atuar na comercialização dos produtos ilegais.
A operação é resultado de meses de trabalho conjunto entre a Receita e a PF, com o objetivo de combater o contrabando, o descaminho e os crimes financeiros associados ao comércio ilegal. Segundo os investigadores, o prejuízo causado aos cofres públicos e ao setor de arrecadação é estimado em milhões de reais.
Os presos foram encaminhados para unidades da Polícia Federal em Cuiabá e Rondonópolis, onde permanecem à disposição da Justiça. Os produtos apreendidos serão periciados, e a Receita deve aplicar multas e sanções administrativas aos envolvidos.
As autoridades reforçaram que o comércio e o uso de vapes e cigarros eletrônicos seguem proibidos no Brasil, e quem for flagrado importando, distribuindo ou vendendo esses produtos pode responder por contrabando, descaminho e associação criminosa.
Fonte: Folha Max


