Maria Lúcia de Aquino Amaral
Aproprio-me do poema de Carmindo de Campos, para começar
dizendo: Cuiabá, minha velha e lendária Cuiabá…..Não sei porque
quando longe, sinto imensas saudades de você………
Tudo isso para discorrer um pouco sobre minha terra querida, que
me viu nascer.
Estamos no início de uma nova gestão, e me parece que nosso
prefeito, quer mostrar a que veio. Importante registrar que não se
vence uma guerra em poucos dias, senão em intermináveis anos,
como estamos assistindo estarrecidos essa entre países, que não
consegue ter fim.
Como cidadã e munícipe, procuro estar atenta e acompanhar pelo
menos o que ocorre no meu bairro.
Após longo embate, finalmente logrou-se êxito na busca da instalação
de uma sinalização para o bairro, que contrariando a Constituição
Federal, se encontrava engessado, impedindo o direito de ir e vir,
ainda que o projeto careça de normas técnicas, que deem base para
uma livre circulação e necessite ser adequado.
Porém, temos uma cultura totalmente contrária a obediência das leis.
“Hay gobierno, soy contra”, parece ser a máxima. Estarrecedor
acompanhar o que está ocorrendo por aqui Cuiabá. Minha velha e
lendária Cuiabá!!!.
A sinalização diz contra mão, mas todos se acham no direito de subir
ou descer na contra mão. Precisamos de fiscalização severa, senão a
vaca vai para o brejo. Ou literalmente, vamos continuar a ver colisões
ou quase colisões acontecendo, todo tempo, toda hora, haja vista o
barulho de freadas contínuas, que sempre ouço sobressaltada. Não
busquei estatísticas, mas devem apontar para um aumento
considerável de acidentes por aqui.
E os riscos de atropelamento? Olho para a direita ao sair do hospital
pela rua dos fundos, e quase sou atropelada pelo carro que entra na
contra mão. E isso é diariamente. Sou testemunha ocular, inclusive
fotografando quando consigo. Saio de uma clínica motorizada, olho
para a direita, tento entrar na pista, por pouco não sou abalroada por
um carro que sobe na contra mão. Diuturnamente é o que
presenciamos, sem que haja qualquer fiscalização de trânsito.
Tentamos fazer registros de ocorrências, a quem de direito, mas a
burocracia desestimula.
Estacionamento rotativo necessário, tenta coibir a situação que o
boom imobiliário e a instalação massiva de estabelecimentos na área
de saúde, ocasionaram ao bairro.
Entendo ser assertiva a medida do estacionamento pago, porque
como munícipe vejo diariamente todos os meus direitos serem
vilipendiados.
Porque a medida é assertiva? Porque podemos sair na certeza de
encontrar vagas na rua para estacionar. Os estacionamentos
particulares, além do preço bem maior, não tarifam pela meia hora,
como o rotativo. Como cidadãos, devemos sim, cobrar do Poder
Público, critério nos Alvarás concedidos. Como liberar comércios, sem
vagas de estacionamento, numa cidade onde os automóveis são o
meio de transporte utilizado pela grande maioria da população?
Principalmente os de saúde, que são a maioria no bairro. E inúmeras
outras distorções, que só uma fiscalização efetiva, para auxiliar o
processo educacional tão necessário.
Toda mudança pressupõe resistência. Penso que a municipalidade
deve avaliar a questão sob a ótica do que é necessário para a
população e corrigir as distorções contratuais, se for o caso. Mas o
estacionamento rotativo no Jardim Cuiabá, é necessidade. Urge
cobrar maior fiscalização de agentes de trânsito para o desrespeito
às leis e de fiscais do estacionamento, para com sua ação de controle.
É Cuiabá, você está aniversariando, uma ariana cheia de energia,
transmitida pela alegria e garra de seus munícipes, que como eu,
querem ter motivos para saudá-la no seu dia, e que vêm com bons
olhos a sinalização de roupa nova para você, o melhor presente que
poderia receber, a coragem de trocar a festa pela repaginada do seu
visual, pelo banho de limpeza, sinalizado pelo seu condutor mor.
Vamos aplaudir!.
Você merece Cuiabá, porque igual a você, outra não há.
Parabéns CUIABÁ, minha amada CUIABÁ!!!!!
Maria Lúcia de Aquino Amaral é advogada, membro da UBE/SP.



