Rede SOS AVC já beneficiou 1.375 pessoas. Programa reduz sequelas e óbitos ocasionados pela doença.
A rede SOS AVC foi implantada na capital, no Hospital Municipal São Benedito, com a finalidade de reduzir sequelas e óbitos em decorrência do Acidente Vascular Cerebral- AVC. Em março do ano de 2021, passou a funcionar no Hospital Municipal de Cuiabá “Dr. Leony Palma de Carvalho” (HMC), onde dispõe de equipamentos de última geração e equipe especializada em neurocirurgia para procedimentos de tomografia e hemodinâmica, além de uma equipe de intervencionistas.
Segundo o neurocirurgião Wilson Guimarães Novais, que está à frente do programa, a rede SOS AVC foi inspirada nos serviços de neurocirurgia intervencionista do Estado da Geórgia, em Atlanta. “Fiquei 15 dias em Atlanta, para conhecer um dos tratamentos para pacientes AVC mais famosos do mundo, as vantagens sociais, médicas e financeiras implantarmos o mesmo modelo em Cuiabá”, ressalta.
A coordenadora da rede SOS AVC, Andrea Bianchi, destaca que o tratamento adequado na fase precoce significa redução da hospitalização, da incapacidade, da mortalidade e do custo previdência social, além de outros benefícios. “São poucas capitais do país que têm atendimento AVC para rede pública na fase aguda. A população cuiabana é privilegiada! Conseguimos mudar a realidade na saúde e ser referência, com reconhecimento em encontros nacionais”, destaca.
De acordo com o médico regulador da rede SOS AVC, Ronan Anchieta, é essencial a agilidade no atendimento.
“Se o paciente receber atendimento até 4h30, após passar mal, as chances são grandes de reverter o quadro clínico. Hoje usamos a abordagem medicamentosa, e quando necessário trabalhamos com a hemodinâmica, uma das melhores do país”, explica. O socorro imediato é por meio do Samu.
Sinais e sintomas mais comuns do AVC
• Desvio de rima labial;
• Dificuldade para falar ou entender comandos simples;
• Confusão mental;
• Perda visual em ambos ou um olho:
• Crise convulsiva
• Perda de força e/ou sensibilidade em um ou ambos os lados do corpo
• Perda de equilíbrio, coordenação ou dificuldade para andar;
• Cefaléia intensa A escala é considerada positiva caso o paciente apresente desvio de rima e ou perda de força motora em membros superiores



